Nosso congresso acaba de mergulhar num dos debates mais quentes do ano: criar ou não uma reserva soberana de BTC.
A audiência pública na Câmara dos Deputados colocou frente a frente dois mundos.
De um lado, parlamentares e especialistas empolgados defenderam que o Bitcoin é o “ouro digital”, impossível de censurar e capaz de colocar o país na vanguarda global. Houve até quem lembrasse que, se a ideia tivesse avançado antes, o Brasil já teria lucrado bilhões.
Do outro, o Banco Central foi categórico: reservas precisam ser seguras e estáveis, e o Bitcoin é volátil demais, podendo até prejudicar a credibilidade do país.
A Fazenda também foi cautelosa: disse que o Bitcoin tem valor, mas seria mais seguro guardá-lo em um fundo de investimentos do governo, em vez de colocá-lo direto nas nossas reservas internacionais, que precisam ser ainda mais seguras.
O consenso não veio, mas uma coisa ficou clara: o Bitcoin saiu do nicho e entrou de vez na política nacional.
E o próximo capítulo já está traçado: o projeto de lei vai passar por outras comissões, depois ao plenário da Câmara, seguir para o Senado e, por fim, chegar à sanção presidencial.
Entre o sonho de ser pioneiro e o medo de arriscar a economia, o Brasil abriu oficialmente o jogo sobre o futuro do “ouro digital”, e os próximos meses prometem debates ainda mais eletrizantes ✅


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